O Papel da Liderança e da Estratégia na Era da IA
Publicado em 28/05/2026 às 11h26, por: regilene@rfcomunica.net.br
No dia 20 de maio de 2026, o auditório do Hub TECHOÁ, em Campinas (SP), reuniu lideranças para o evento “Inteligência Artificial na Liderança: da Estratégia aos Resultados Reais”. Realizado em parceria entre a FIAP sendo parte do grupo Alun e TECHOÁ, o encontro foi focado em um debate dinâmico conduzido por Eduardo Floriano (FIAP/Softtek) e Felipe Teodoro (FIAP/Cognus Capital). Os especialistas mapearam as diretrizes para que as organizações superem o campo da experimentação técnica e alcancem impacto econômico real.
O ponto central trouxe um choque de realidade: o mercado vive o “plateau dos grandes modelos”, onde estruturas em nuvem geram custos insustentáveis de tokens. Os levantamentos indicam que 95% dos projetos de IA não geram retorno financeiro positivo para as empresas (MIT,2025) e até 80% falham antes do piloto (PMI,2024; IDC,2022; MIT,2023). O cenário demonstra que o fator determinante para o sucesso não é a tecnologia em si, mas o alinhamento entre a adoção da ferramenta e a estratégia do negócio, evitando decisões baseadas apenas nas tendências do mercado.
Para mitigar os riscos de mercado, o encontro destacou a importância de metodologias ágeis e matrizes de priorização focadas em ganhos rápidos. A viabilidade prática dessas ferramentas no cotidiano das organizações passa, essencialmente, pela formação interna de “Embaixadores de IA” em diferentes departamentos, descentralizando a governança e abrindo caminhos para acelerar o letramento digital em toda a estrutura corporativa.
O debate expôs o maior obstáculo atual: o desafio dos dados e a ausência de cultura interna de gestão de informações. A IA depende de volume, velocidade, variedade e qualidade, mas esbarra em dados duplicados, incompletos e sem governança. As análises do setor apontam que a maturidade tecnológica depende diretamente do tempo dedicado à governança e estruturação de informações. Como consequência, especialistas alertam que a desatenção a essa etapa essencial coloca em risco o andamento de novas iniciativas corporativas.
A médio prazo, o direcionamento estratégico aponta para a consolidação de modelos menores e especializados (SLMs) combinados ao processamento local (Edge Computing), uma transição que otimiza custos e blinda ativos de propriedade intelectual. Lideranças que se anteciparem na estruturação de comitês de governança e arquiteturas eficientes converterão o potencial da tecnologia em um vetor sustentável de receita e em um sólido diferencial competitivo.
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